Coisas que acho extremamente chique
Porque alguns hábitos não precisam de etiqueta. Eles são a própria etiqueta.
Oiii gente, como estão??
Tudo bem ser um pouco dramática sobre isso? Porque eu preciso falar sobre uma trend que apareceu no meu feed há algumas semanas e eu não consigo parar de pensar, inclusive em breve vou trazer o vídeo dela no YouTube…
Esse artigo é mais uma descontração pessoal que achei MUITO DIVERTIDO DE ESCREVER, mas acho que vocês vão gostar!!!
Não é sobre roupa cara. Não é sobre marca. Não é sobre ter um apartamento saído de revista. É sobre aquelas pequenas coisas que, por algum motivo misterioso da vida, nos fazem olhar para uma pessoa e pensar: “Essa pessoa tem algo que eu não sei explicar, mas quero muito.”
Eu sei. Parece exagero. Mas sabe quando você vê alguém tomando chá às 23h com uma expressão tranquila, como se o mundo inteiro pudesse esperar? Ou quando alguém pega um livro da bolsa no ônibus e lê ali, confortável, sem nenhuma necessidade de parecer impressionável? Tem algo nesse jeito de estar no mundo que é, simplesmente, chique.
E eu decidi listar algumas coisas que eu olho e penso: isso é extremamente chique.(esse artigo tem o vídeo disponível no YouTube:)
Inclusive, se você quer aprender a conversar em inglês de verdade em 2026 estou com vagas para aula de inglês comigo.
1. Tomar chá antes de dormir
Vamos começar pelo básico. Porque tomar chá antes de dormir é um ato intencional de cuidado com si mesmo que, por algum motivo, carrega uma energia refinada que o café da manhã simplesmente não consegue reproduzir.
Pense na cena: a caneca quente nas mãos, o ambiente meio penumbrado, o corpo já pedindo pra se descansar. Tem algo muito chic em escolher desacelerar ali, no meio de um mundo que grita pra você acelerar a vida inteira.
E não precisa ser nada elaborado. Um camomila em saquinho já tá bom o suficiente. O que importa é a atitude. A decisão de parar. De criar um pequeno momento só seu, antes de finalizar o dia, talvez seja o momento de olhar e agradecer por tudo.
2. Carregar um livro na bolsa
Não precisa ler na fila do supermercado. Não precisa posar. Apenas... ter um livro ali. Na bolsa. Como se fosse parte de você.
Tem uma coisa muito chique em ser uma pessoa que lê. Não é sobre parecer intelectual. Sobre mostrar, sem dizer nada, que você tem curiosidade. Que você aproveita os intervalos da vida para se nutrir.
E sabe o que é mais chique ainda? Quando a pessoa fica tão envolvida no livro que não percebe que o ônibus já chegou na parada. (ps: eu não sou uma pessoa que lê no ônibus)
3. Escrever cartas e bilhetes a mão
No mundo do copy and paste, da mensagem automática de aniversário, escrever algo a mão é um ato de luxo e amor.
Não porque o papel bonito custa muito. Mas porque o tempo que você investe ali é um presente que não tem preço. Cada palavra escolhida, cada letra traçada com cuidado, diz: “Você importa. Você merece mais do que um emoji.”
Mandar um bilhetinho acompanhando um presente? Deixar uma carta na gaveta pra alguém encontrar por acaso? Tudo isso é extremamente chique. Tudo isso é elegância na sua forma mais pura. E são aquelas cartinhas que irão nos acompanhar para o resto da vida.
4. Acordar cedo de forma natural e abrir a janela
Não com alarme. Não com aquele som horrível que parece um ataque. Mas com o corpo simplesmente... decidindo que já é hora.
E a primeira coisa: abrir a janela. Deixar o ar entrar. Ver como o dia está sendo. Essa cena, tão simples, é, na prática, uma das coisas mais difíceis. E justamente por isso, é uma das mais chiques.
Quem consegue fazer isso tem um tipo de equilíbrio que a gente admira à distância, sem saber muito bem por quê. (eu realmente preciso de uns 5 despertadores)
5. Saber citações e poemas de cabeça
Você tá numa conversa, o momento pede, e de nada a pessoa cita um verso de um poema que você nunca ouviu falar. E tudo mudar ali.
Não precisa ser um poema inteiro. Pode ser uma frase de um livro. Uma linha. O que importa é que veio do lugar nenhum, mas da memória, da alma, do lugar onde as coisas que a gente ama ficam guardadas.
Isso é chique porque é espontâneo. Porque não foi preparado. Porque é parte de quem a pessoa é.
6. Saber latim e grego
Ok, esse eu sei que parece um pouco intimidador. Mas pensa comigo: uma pessoa que sabe latim e grego tem acesso a um mundo que a maioria não tem.
Ela consegue entender etimologia, ler textos antigos, entender de onde vieram as palavras que usamos todo dia.
Tem uma certa conexão com o tempo, com a história, com tudo que veio antes. E essa conexão? É silenciosamente, e profunda, se você sabe latim ou grego eu não tenho nem palavras para descrever.
7. Receber visitas com mesa posta
Não precisa ser um jantar de gala. Não precisa ter cinco garfos. Mas quando alguém chega na sua casa e a mesa tá posta, mesmo que seja só um café com um bolo e uma toalhinha, você sente. Sente que importou. Sente que era esperado. Sente que a pessoa se preparou pra te receber.
Isso é hospitalidade na sua forma mais elegante. É mostrar, sem dizer, que você é alguém que zela pra os que chegam.
8. Saber fazer sobremesas clássicas
Um bolo de cenoura perfeitamente úmido. Um pavê que dissolve na boca. Um pão de mel com a massa perfeita.
Saber fazer essas coisas, sem precisar de uma receita cada vez. É uma arte que poucas pessoas dominam. E tem algo muito chique em servir uma sobremesa feita com as próprias mãos. Algo que não dá pra comprar nenhuma loja.
9. Saber dizer não
Essa aqui é a mais chique de todas. E talvez a mais difícil.
Saber dizer não, sem justificar, sem se desculpar excessivamente, sem sentir culpa é um sinal de maturidade que poucas pessoas têm. É saber que seu tempo vale. Que sua energia vale. Que você não precisa agradar a todos pra ser amada.
Não tem nada mais elegante do que uma pessoa que diz não com naturalidade. Com calma. Com respeito. Sem drama. (inclusive temos um artigo sobre isso)
10. Jogar xadrez
Sabe aquelas cenas de filme onde duas pessoas sentam num parque e jogam xadrez em silêncio? Tem um motivo isso parecer tão chique no cinema: porque é.
Jogar xadrez é uma habilidade que exige paciência, pensamento estratégico e presença. É um jogo que não tem pressa.
Que convida você a estar ali, naquele momento, com aquela pessoa. Sem celular, sem distração. (inclusive, eu tinha aula de xadrez na escola toda semana)
11. Comer sem usar celular na mesa
Falando em celular, esta aqui é uma das coisas mais subestimadas da lista. Estar na mesa, com a comida, com as pessoas, e o celular? Longe. Ou pelo menos, virado pra baixo.
Isso não é algo que nossa geração faz com facilidade. Justamente por isso, quando você vê alguém fazendo isso, acha extremamente chique.
É presença. É respeito. É elegância no dia a dia. (inclusive, conversar com as pessoas sem ficar pegando o celular também é muito elegante)
12. Ter conhecimento de etiqueta
Não estamos falando de ser rigidez. Estamos falando de saber como se portar em diferentes situações.
Saber a ordem dos talheres, saber como cumprimentar alguém num ambiente mais formal, saber escrever um agradecimento depois de um jantar.
Etiqueta não é sobre ser pretencioso. É sobre mostrar que você se importa com os outros. E isso? Nunca passa de moda.
*INCLUSIVE EU PEDI PARA MINHA MÃE OFERECER UMA AULA SOBRE REGRAS DE ETIQUETAS, E VAI OCORRER NO DIA 3 DE MARÇO ÀS 19H30.
13. Ser pontual
Parecer simples, né? Mas não é.
Ser pontual é um dos maiores sinais de respeito que existe.
Porque quando você chega no horário, você diz: “Seu tempo é importante pra mim.” Sem usar uma palavra.
E sabe quem é pontual com mais frequência? As pessoas mais ocupadas que eu já conheci. Justamente porque elas sabem o quanto o tempo vale.
14. Boa postura
Não precisa parecer modelo. Não precisa estar rígido. Mas carregar o corpo com uma postura natural, com os ombros abertos, com a cabeça erguida, tem algo intrinsecamente elegante nisso.
Boa postura transmite confiança.
Transmite que a pessoa está à vontade com ela mesma. E talvez, a coisa mais chique que existe.
15. Herdar peças de antigamente
Essa aqui é especial pra mim. Porque eu herdei da minha avó uma luva (daquelas de filme de época), um perfume e uns talheres que são tão bonitos que parecem vir de outro tempo.
Não é sobre o valor material. É sobre a história que cada peça carrega. Sobre saber que alguém que você amava usou isso antes. Sobre ter um pedaço do passado que é seu.
Peças herdadas têm algo que nada comprado novo consegue ter. E usar elas, guardar elas, valorizar elas? É uma forma de elegância que vai muito além da aparência.
16. Andar com caderno de anotação
Não precisa ser um caderno de R$200 de marca italiana. Pode ser qualquer um. O que importa é tê-lo com você.
Andar com um caderno é mostrar que você presta atenção no mundo ao seu redor. Que quando uma ideia aparece, você a captura. Que quando um momento inspira, você não deixa passar.
Tem algo muito chique em ser uma pessoa que anota. Que observa. Que não deixa os pensamentos escaparem.
Por que isso tudo importa?
Vamos ser honestos: nenhuma dessas coisas da lista vai mudar sua vida do jeito que um aumento de salário ou uma promoção mudaria. Mas todas elas juntas? Elas formam uma versão de você que é mais consciente, mais presente, mais conectada com o mundo.
E sabe o que é mais interessante? Nenhuma delas custa muito dinheiro. Chá antes de dormir é barato. Carregar um livro na bolsa é “barato”. Escrever uma carta é barato. Ser pontual não custa nada.
O que elas têm em comum é tempo e intenção. São hábitos que exigem que você pare um segundo e decida: “Eu quero viver com mais calma. Com mais cuidado. Com mais presença.”
E essa decisão? Essa decisão é a coisa mais chique do mundo.
Então sim. Tome seu chá. Leve seu livro. Escreva sua carta. Abra a janela pela manhã. Anote tudo que surge na sua cabeça. E não se preocupe se pareça pouco para os outros.
Porque às vezes, o mais chique não é o que você tem.
É o jeito como você escolhe estar no mundo.






Ser chique é tudo isso, e muito mais!